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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

AS PONTES DE MADEIRA SOBRE O RIO MONDEGO

No artigo anterior falámos sobre duas pequenas pontes de madeira que existiram no rio Dueça e que eram utilizadas por um número reduzido de pessoas. Voltamos ao assunto, agora para falar sobre as antigas pontes de madeira de Coimbra, que no século passado eram um elo de ligação entre as duas margens do Mondego, com alguma importância, na época. 

As pontes de madeira que atravessavam o rio Mondego, na zona de Coimbra, fazem parte do imaginário da cidade e de um rio que no verão deixava parte do areal a descoberto. Esse carácter estival do rio, que contrastava com fúrias súbitas no inverno, originou a alcunha de “Basófias” e inspirou a criação de poemas, como esta quadra de António Nobre.

Vou encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei!
Mondego, qu'é da tua água,
Qu'é dos prantos que eu chorei?

AS ANTIGAS PONTES DE MADEIRA NA QUINTA DA PAIVA


As duas antigas pontes de madeira na Quinta da Paiva. Ao fundo avista-se
 o moinho de água que nesta altura se encontrava em ruínas.

Há uma dezena de anos atrás as duas margens do rio Dueça, na Quinta da Paiva em Miranda do Corvo, eram ligadas por duas pontes de madeira, separadas apenas por dois ou três metros. A ponte mais larga era para uso exclusivo dos proprietários da Quinta que, apesar de existir uma serventia pública que atravessava os seus terrenos, não permitiam que os habitantes das aldeias vizinhas se servissem da sua ponte. Estas pessoas tinham necessidade de atravessar o rio para se dirigirem aos pinhais em busca de lenha ou outros produtos florestais, que transportavam aos ombros ou às costas e, para isso, construíram a sua própria travessia que era denominada a “ponte do povo”.

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