No
artigo anterior falámos sobre duas pequenas pontes de madeira que existiram no
rio Dueça e que eram utilizadas por um número reduzido de pessoas. Voltamos ao
assunto, agora para falar sobre as antigas pontes de madeira de Coimbra, que no
século passado eram um elo de ligação entre as duas margens do Mondego, com
alguma importância, na época.
As
pontes de madeira que atravessavam o rio Mondego, na zona de Coimbra, fazem
parte do imaginário da cidade e de um rio que no verão deixava parte do areal a
descoberto. Esse carácter estival do rio, que contrastava com fúrias súbitas no
inverno, originou a alcunha de “Basófias” e inspirou a criação de poemas, como
esta quadra de António Nobre.
Vou
encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei!
Mondego, qu'é da tua água,
Qu'é dos prantos que eu chorei?

